Neste ano, uma cidade brasileira contará com bons candidatos para a prefeitura. Por ser tratar de um país onde a corrupção reina, há uma grata surpresa nesta afirmação. E os cariocas são os privilegiados.
Já era hora. Depois de sobreviver por 16 anos sob a liderança do César Maia, além do brizolismo e Saturnino Braga, o Rio de Janeiro tem a chance de renovar seu quadro político positivamente. Alessandro Molon, Fernando Gabeira, Jandira Feghali e Chico Alencar são as figuras do bem que estarão na disputa pela prefeitura.
Mas as boas opções podem acabar com um triste final. Por todos serem de esquerda, eles dividirão os votos dos eleitores intelectualmente esclarecidos que se concentram na Zona Sul. Solange Amaral, democrata indicada pelo César Maia, também reúne seus votos na Região. Assim, Marcelo Crivella terá a vida facilitada. Ele conta com outros votos, da ignorância política, das pessoas de baixa renda que confundem religião com política. Há quem diga que o motivo do PMDB apoiar o PT de Alessandro Molon seja um pedido do presidente Lula para beneficiar o bispo. Com o apoio da máquina estadual e federal, Molon acirraria ainda mais o combate.
Jandira e Chico Alencar não têm chances de vitória, mas podem tirar votos decisivos de Gabeira e Molon. Um possível segundo turno entre Marcelo Crivella e Fernando Gabeira ajudaria o candidato do PV. O senador tem alto índice de rejeição e o ambientalista acumularia os votos dos outros candidatos, mesmo sem o apoio deles. Sempre polêmico, a favor da legalização da maconha, da relacão homossexual e da prostituição, Gabeira tem o desafio de conquistar a maioria. O apelido de Obama do Rio já pegou. Resta esperar...
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