sexta-feira, 7 de março de 2008

Cidade dos Incompetentes


Depois de quatro anos de atraso, enfim a Prefeitura do Rio inaugurará a Cidade da Música Roberto Marinho no próximo mês de agosto. Abrangendo uma área de 92 mil metros quadrados, o complexo está em frente ao encontro da segunda e terceira avenida com maior fluxo de veículos do Rio de Janeiro, Avenida das Américas e Ayrton Senna, e próximo do Citibank Hall, com mais de 8 mil lugares, e do New York City Center, com 18 salas de cinema. Após o funcionamento da Cidade da Música, o trânsito na Barra da Tijuca tende a ser ainda mais caótico. Azar para os moradores do bairro, onde há uma das cobranças de IPTU mais caras da cidade.

E os problemas continuam: no dia 13 de fevereiro, o jornal O Globo denunciou que a obra, com um projeto inicial de R$ 80 milhões, teve um orçamento final de R$ 461,5 milhões, representando um aumento de custo de quase seis vezes mais que o planejado. O secretário de Obras do Rio, Eider Dantas, acendeu uma discussão ao tentar justificar estes números: "Cultura não tem preço". Desculpa esfarrapada para uma cidade que carece de hospitais e escolas de melhor qualidade. Para apurar o caso, haverá uma instalação de CPI presidida, é claro, por um deputado do mesmo partido do prefeito.

A Cidade da Música entrará no rol das obras faraônicas feitas nas gestões César Maia, e não será surpresa se o empreendimento for abandonado pela prefeitura. Foi assim com as manutenções do Rio Cidade, Parque Aquático Maria Lenk, Velódromo da Barra, Jardim de Alah...

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