Uma bola, quatro paredes e dois atletas com uma raquete em um pequeno espaço. Ninguém imagina que, com estas características, o squash seja um esporte que proporcione para seus praticantes uma excelente preparação física. Isso até a Revista Forbes, de maio de 2006, publicar uma pesquisa envolvendo médicos, professores, fisiologistas, treinadores e esportistas e apontar o squash como o esporte mais saudável para se praticar. A matéria, assinada pelo repórter Neal Santelmann, elaborou um sistema que levava em consideração seis pontos: resistência cardiorespiratória, força muscular, resistência muscular, flexibilidade, risco de contusão e quantidade de calorias queimadas em 30 minutos de prática. Para cada variável era atribuída uma nota de 1 a 5, menos para a de risco de lesão, que ia de 1 a 3 (Abaixo, a lista dos 10 esportes mais saudáveis segundo a revista americana Forbes).
OS DEZ ESPORTES MAIS SAUDÁVEIS
1 - SQUASH 22.5 pontos
2 - REMO 22 pontos
2 - ALPINISMO 22 pontos
4 - NATAÇÃO 20.75 pontos
5 - ESQUI CROSS-COUNTRY 20.5 pontos
6 - BASQUETE 19 pontos
6 - CICLISMO 19 pontos
8 - CORRIDA 18.5 pontos
2 - REMO 22 pontos
2 - ALPINISMO 22 pontos
4 - NATAÇÃO 20.75 pontos
5 - ESQUI CROSS-COUNTRY 20.5 pontos
6 - BASQUETE 19 pontos
6 - CICLISMO 19 pontos
8 - CORRIDA 18.5 pontos
8 - PENTATLO MODERNO 18.5 pontos
10 - BOXE 17.5 pontos
10 - BOXE 17.5 pontos
O squash surgiu de maneira inusitada. Foi em um presídio inglês chamado The Fleet, no início do século XIX. À procura de uma forma para se exercitarem, os prisioneiros começaram a jogar uma bola em direção à parede com raquetes improvisadas. Alguns anos depois, os alunos da Harrow School descobriram o jogo, mudaram algumas regras e fundaram oficialmente o esporte.
Um leigo, ao notar a quadra de squash, com suas várias demarcações no chão e na parede, talvez creia que as regras sejam muito complexas. Mas a dificuldade é mínima. Ganha o ponto quem conseguir ficar mais tempo jogando a bola na parede frontal, dentro do espaço permitido pelas linhas e sem deixar a bola quicar mais de uma vez no chão. O jogo também é muito rápido comparado, por exemplo, ao tênis ou futebol. Uma partida equilibrada dura, em média, apenas 50 minutos. Só há intervalos entre os games. Há diversas formas de contagem, mas a oficial consiste na melhor de cinco games, esses conquistados através de 11 pontos.
Inglaterra, Canadá e Egito são os lugares onde o squash é mais popular. Tanto que dos doze melhores squashistas do mundo, oito são desses países. No Egito, a paixão pelo esporte é ainda maior. As competições mundiais têm transmissões ao vivo por uma emissora de TV aberta, que normalmente lidera a audiência quando um egípcio disputa uma final de campeonato. Mas no Brasil a história é bem diferente, a maioria sequer sabe sobre a existência do esporte inglês. Claro que reflete no ranking mundial, em que tem como melhor brasileiro o goiano, radicado em São Paulo, Rafael Alarcon, que ocupa a 46ª posição. Ele eh o único atleta nacional que tem patrocínio para disputar o circuito mundial.
Um leigo, ao notar a quadra de squash, com suas várias demarcações no chão e na parede, talvez creia que as regras sejam muito complexas. Mas a dificuldade é mínima. Ganha o ponto quem conseguir ficar mais tempo jogando a bola na parede frontal, dentro do espaço permitido pelas linhas e sem deixar a bola quicar mais de uma vez no chão. O jogo também é muito rápido comparado, por exemplo, ao tênis ou futebol. Uma partida equilibrada dura, em média, apenas 50 minutos. Só há intervalos entre os games. Há diversas formas de contagem, mas a oficial consiste na melhor de cinco games, esses conquistados através de 11 pontos.
Inglaterra, Canadá e Egito são os lugares onde o squash é mais popular. Tanto que dos doze melhores squashistas do mundo, oito são desses países. No Egito, a paixão pelo esporte é ainda maior. As competições mundiais têm transmissões ao vivo por uma emissora de TV aberta, que normalmente lidera a audiência quando um egípcio disputa uma final de campeonato. Mas no Brasil a história é bem diferente, a maioria sequer sabe sobre a existência do esporte inglês. Claro que reflete no ranking mundial, em que tem como melhor brasileiro o goiano, radicado em São Paulo, Rafael Alarcon, que ocupa a 46ª posição. Ele eh o único atleta nacional que tem patrocínio para disputar o circuito mundial.
Na cidade do Rio de Janeiro a situação é ainda pior. Há dois anos a Federação de Squash do Estado do Rio de Janeiro não tem nem presidente, confusão que está sendo resolvida na justiça. O melhor jogador carioca e quinto do Brasil, José Pedro Escobar, que também dá aulas no Clube Paissandú do Leblon, lamenta o fato – Com este impasse não podemos organizar muitos torneios amadores, importantíssimos para incentivar as pessoas a jogarem squash - dispara.
Apesar de todos os problemas, o carioca que quiser experimentar o esporte não terá dificuldades de encontrar uma quadra e um professor (Na tabela abaixo, há diversas opções de locais onde se pode jogar). A cidade conta com cerca de 500 praticantes. Um deles é o advogado Jorge Ventura, de 46 anos, que joga religiosamente três vezes por semana no Rio Squash Clube, na Glória – Meu escritório fica a quinze minutos do clube. Do trabalho eu vou direto jogar squash com meus amigos de lá. O duro é minha mulher acreditar. Agradeceria se mostrasse esta matéria para ela – brincou.

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